Sejam Bem Vindos!
um pouco do que gosto, músicas, poesias que fiz, poesias que encontrei, textos, links interessantes...
"Fica sempre o perfume nas mãos que oferecem rosas"
10 de ago. de 2010
Guerra..
Bob Marley
Amor de índio
Tudo que move é sagrado
E remove as montanhas
Com todo cuidado, meu amor
Enquanto a chama arder
Todo dia te ver passar
Tudo viver ao teu lado
Com o arco da promessa
No azul pintado pra durar Abelha fazendo mel
Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir teu calor
E ser todo
Todo dia é de viver
Para ser o que for
E ser tudo Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho
É mais que sagrado, meu amor
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E alimenta de horizontes
O tempo acordado de viver No inverno te proteger
No verão sair pra pescar
No outono te conhecer
Primavera poder gostar
No estio me derreter
Pra na chuva dançar
E andar junto
O destino que se cumpriu
De sentir teu calor
E ser todo
(Milton Nascimento)
Olhe para você...
Se um dia alguém fizer com que se quebre a visão bonita que você tem de si,
com muita paciência e amor reconstrua-a. Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão,
sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante,
você é a sua criação mais valiosa.
Não olhe para trás.
Não olhe para os lados.
Olhe somente para dentro,
para bem dentro de você e faça dali o seu lugar de descanso,
conforto e recomposição.
Crie este universo agradável para si.
O mundo agradecerá o seu trabalho
Amor é fogo que arde sem se ver...
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
(Luís de Camões)
Aprendendo a ser forte
"Depois de algum tempo,
você aprende a diferença, a sutil diferença
entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida
e os olhos adiante com a graça de um adulto,
e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas hoje,
porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vôo.
Depois de um tempo,
você aprende que até o sol queima
se você ficar exposto por muito tempo.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar...
Que realmente é forte e que realmente tem valor..."
MEUS OITO ANOS
Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
A sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais.
Como são belos os dias
Do despontar da existência
Respira a alma inocência,
Como perfume a flor;
O mar é lago sereno,
O céu um manto azulado,
O mundo um sonho dourado,
A vida um hino de amor !
Que auroras, que sol, que vida
Que noites de melodia,
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar
O céu bordado de estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !
Oh dias de minha infância,
Oh meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delicias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha, irmã !
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Pés descalços, braços nus,
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas
Brincava beira do mar!
Rezava as Ave Marias,
Achava o céu sempre lindo
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar !
Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da, minha infância querida
Que os anos não trazem mais
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
A sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
(Casimiro de Abreu)Meu poema favorito...palavras que me fazem lembrar dos tempos passados...que me da aconhego enquanto vou olhando fotos, lembrando das brincadeiras, das alegrias, das dificuldades....ah que saudade que tenho...mas sabe o que me deixa mais feliz?? é sentir saudade, lembrar de que foi bom...é por isso que não dá p/ esquecer que na vida não há retornos, apenas recordações...então por isso vai meu conselho: VIVA hoje, vá atraz de objetivos, lute, sorria, chore, ame...e não esqueça, quando chegar o dia de amanhã...o que fez hoje será lembranças..não dá p voltar atraz...
Beijos, Jéssica
Tempo Perdido
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...
Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...
Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...
Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...
Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...
Tão Jovens! Tão Jovens!...
(Legião Urbana)
6 de ago. de 2010
Pai
Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...
Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...
Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...
Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...
Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...
Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...
Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...
Jéssica
Meu querido Pai!
Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar cansado, profundo
Me dizendo coisas, num grito, me ensinando tanto do mundo...
E esses passos lentos, de agora, caminhando sempre comigo,
Já correram tanto na vida,
Meu querido, meu velho, meu amigo
Sua vida cheia de histórias e essas rugas marcadas pelo tempo,
Lembranças de antigas vitórias ou lágrimas choradas, ao vento...
Sua voz macia me acalma e me diz muito mais do que eu digo
Me calando fundo na alma
Meu querido, meu velho, meu amigo
Seu passado vive presente nas experiências
Contidas nesse coração, consciente da beleza das coisas da vida.
Seu sorriso franco me anima, seu conselho certo me ensina,
Beijo suas mãos e lhe digo
Meu querido, meu velho, meu amigo
Eu já lhe falei de tudo,
Mas tudo isso é pouco
Diante do que sinto...
Olhando seus cabelos, tão bonitos,
Beijo suas mãos e digo
Meu querido, meu velho, meu amigo...
P/ sempre meu orgulho...te amo pai..tu sempre foi meu herói..e tu sabe disso!!
Não deixe de dizer o quanto ele é importante p/ você...oportunidades são sempre únicas, peça desculpas, recomece, de um abraço apertado, se aproxime, lembre de tudo que viveram juntos, se sua mãe é tabém seu pai, faça o mesmo, mostre o quão importante esta presença é p/ você...não importa pelo o que passaram, o que enfrentaram, e se foi dificil ou fácil..estamos ai, e sempre lembre-se " na vida não há retornos, apenas recordações", então não espere um dia dos pais para dizer eu te amo mãe, eu te amo pai...não espere para consertar um erro, para acabar com uma guerra...não espere p/ dizer que tem orgulho deles, para agradecer pelo amor que sempe teve....não espere p/ amanhã...seja feliz e faça feliz hoje também...
beijos, E um Feliz dia dos Pais para todos os guerreiros e guerreiras!
Jéssica!
Dia dos Pais
As Mãos do Meu Pai
As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...
Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...
Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.
E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...
(Mario Quintana)
3 de ago. de 2010
I Love You my Whitey!
Meu Branquinho...meu garoto...
My Boy
Meu Branquinho
I Love You my Whitey!
Felicidade- JOaquim Costa
O que define a felicidade?
Livro
| Deixo aqui mais um trecho...mtu bom! As cinco famílias de felicidade | ||
| A viagem de Heitor, François Lelord, 2006, Sá Editora, pag 206 | ||
| | ||
| - Bom, para começar, há diferentes tipos de feliciade. Vamos dizer que é como se fossem umas famílias de felicidade. - Eu desconfiava - disse Thomas - E quais são? - Vamos dizer, cinco famílias. Primeiro, duas famílias de felicidade excitada e duas famílias de felicidade calma. - Primeira família de felicidade excitada: estar alegre, fazer a festa, viajar, ir para a cama com a mulher que se deseja. - Ah, disse eu entendo! E isto aqui, faz parte? - perguntou mostrando a garrafa que acabara de trazer o sommelier chinês. Heitor disse que sim, claro, e contou a história dos cérebros dos japoneses que beberam saquê, e como se via o cérebro sorrindo. Thomas não disse nada, mas dava ara perceber que estava pensativo. - Segunda família da felicidade excitada: fazer algo de que a gente gosta, querer atingir uma meta. Pode ser o trabalho, mas também um esporte, ou a jardinagem, ou, para quem gosta, pensar nuns problemas complicados de cálculo. Contou a Thomas como Alan gostava de correr e de fazer cálculos, ou com Michel gostava de cumprir seu ofício, cuidade das crianças e de suas mães, ou como o professor ficava todo feliz tentando entender o que era felicidade. - Hum - disse Thomas, acho que sinto um pouco esse tipo de felicidade quando me enfio de cabeça num dossiê que me apaixona e quando consigo convencer meu cliente. - Bem, depois existem duas famílias de felicidades calmas. Sentir-me simplesmente contente, e só desejar que isso dure. É quando você compara as coisas e se sente feliz assim como está, comparando-se às pessoas que você conhece ou a você mesmo ao próprio passado. Ou simplemente não comparando nada com nada. Heitor falou de Ignes, que se comparava consigo mesma e achava que ela nunca fora tão feliz como era hoje, mesmo se nem tudo era perfeito. Contou também a história das crianças do país de Marylu, que ainda não tinham crescido o suficiente para fazer comparações. - Ah, comigo isso não funciona - retrucou Thomas - Vivo me comparando com todo mundo. - Às pessoas que ganharam 3 milhões de dólares? - Sim, e quando eu os tiver, os 3 milhões, vou me comparar aos que ganharam 20! - É uma maneira de ver as coisas - disse Heitor - Você nunca se compara àquelas mulheres das lonas, ali pelo chão? - Ah, não! Comparo-me às pessoas que se parecem comigo. Experimentou o vinho e disse: - Nada mau, mas eu preferia aquele 76 que tomamos da outra vez. E a última felicidade calma? - É essa, justamente, uma maneira de enxergar as coisas. Suportar e manter a serenidade, não importa o que aconteça. Inclusive quando se está diante da própria morte se aproximando. Thomas ficou pálido: - Acha que vou morrer logo? - Claro que não! Eu quis dizer da morta que virá, um dia, para todo mundo. E falou de Djamila no avião e do velho monge no alto da montanha. Thomas ouvia Heitor com muita atenção. Depois, pensou que agora percebi por que nunca se sentia muito feliz: - A festa não me diverte mais como antes, meu trabalho me excita em alguns momentos, mas já não me apaixona de verdade. Comparo-me sempre aos que têm mais que eu. E sereno não estou nunca, de jeito nenhum; irrito-me facilmente quando a coisa não anda como eu quero. - Há ainda uma quinta família de felicidade. É ficar feliz com a felicidade dos outros: a amizade, o amor compartilhado, cuidar da felicidade e da infelicidade das pessoas, sentir-se útil aos demais. - O que também pode ser uma causa imensa de infelicidade! - disse Thomas - As pessoas podem decepcionar você, os amigos podem traí-lo. E os amores, às vezes doem muito. Heitor lembrou que Thomas um dia deve ter se apaixonado, mas que a coisa provavelmente não andou muito bem. - É verdade, mas estar perto dos outros e de suas imperfeições pode trazer serenidade, aquele tipo de quarta família. E você pode querer ser útil sem necessariamente esperar reconhecimento, e ficar feliz do mesmo jeito. |
Livro Verissimo
| De pai para filho | ||
| Aventuras de Tibicuera, Erico Veríssimo, 1937, Editora Globo, 2a edição, 2003, pag. 43 | ||
| Passaram se muitas e muitas luas. Meu filho cresceu ao meu lado. Era um rapagão desempenado, da minha altura. Tão parecido comigo, que muitas vezes outros guerreiros da tribo não sabiam distinguir o filho do pai. E como o rapaz se chamasse também Tibicuera, a confusão ficava maior ainda. Eu amava meu filho. Meu filho me amava. Ensinei-lhe a arte da vida e a arte da guerra. Contei-lhe os meus segredos. Ele aprendeu a nadar; a caçar; a fazer pinturas bonitas no corpo; a curar feridas produzidas por flechas envenenadas; a ser mais ágil que a onça, masi flexível que a cobra, mais impetuoso que o tapir. Às vezes passávamos ambos horas e horas um ao lado do outro, conversando. Eu não me esquecia das palavras do pajé, que me dissera que o pai pode continuar no filho, o filho no neto, e assim por diante, de sorte que o tempo e a morte praticamente deixam de existir. (...) Meu filho foi pai de um filho, que recebeu também o nome de Tibicuera e cresceu na taba à nossa sombra. Passei a amar meu neto como amava meu filho. Era uma cadeia de afeição, de compreensão, de camaradagem. Contei a meu filho o que o pajé me disse aquela noite em sua oca a respeito do tempo, da morte e da eterna mocidade. E o resultado disso é estar eu hoje aqui, depois de mais de quatrocentos anos, sem saber se duratne todos esses quatro séculos eu fui apenas UMA PESSOA ou uma séria de pessoas do mesmo sangue, com o mesmo espírito. |
Roda-viva - Chico Buarque
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mais eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
No volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/poesias/chicobuarquedehollanda_rodaviva.htm
Poemas do Povo da Noite
Companheira
Senti teus olhos na sombra
como diamantes mudos,
teus olhos aprisionados
como passarinhos.
Guardei no peito teus olhos
de madrugada rebelde,
rompendo a noite
dos corredores.
Tomei na sombra tuas mãos feridas
como terra semeada
e aprendi o ódio dos escravos
no instante que precede a revolta.
Poemas do Povo da Noite
Sobreviveremos
Perdemos a noção do tempo.
A luz nos vem da última lâmpada,
coada pela multidão de sombras.
A própria voz dos companheiros tarda,
como se viesse de muito longe,
como se a sombra lhe roubasse o corte.
Nessa noite parada sobrevivemos.
Ficou-nos a palavra, embora reprimida.
Mas o murmúrio denuncia que a vitória
não foi completa. Dobra o silêncio
e envia o abraço de alguém
cujo rosto nunca vimos e, todavia, amamos.
Nessa noite parada sobrevivemos.
Sobreviveremos.
Ficou-nos a crença, de resto, inestinguível,
na manhã proibida.
2 de ago. de 2010
Certezas
Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena.
Mário Quintana
Site interessante!
indico o site do Dominio público,é uma biblio virtual,
e um ótimo espaço gratuíto para buscar resumos, textos, imagens e até videos..Vale a pena conferir!
segue o link:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp
Reciclar
Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificou os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra.
Exemplos de Produtos Recicláveis
- Vidro: potes de alimentos (azeitonas, milho, requijão, etc), garrafas, frascos de medicamentos, cacos de vidro.
- Papel: jornais, revistas, folhetos, caixas de papelão, embalagens de papel.
- Metal: latas de alumínio, latas de aço, pregos, tampas, tubos de pasta, cobre, alumínio.
- Plástico: potes de plástico, garrafas PET, sacos pláticos, embalagens e sacolas de supermercado.